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Três Filhos

FILOSOFIA  E POESIA

COMO  FERRAMENTAS  DE VIDA

 

FERRAMENTAS  ANALÍTICAS

GOSTARIA DE  EXPLICAR O QUE SÃO FERRAMENTAS ANALÍTICAS  EM  FILOSOFIA

PRÁTICA. EM FILOSOFIA  AS FERRAMENTAS  SÃO CONCEITOS SOBRE  FATOS,

SENTIMENTOS ,ETC  QUE PODEM VARIAR UM POUCO DE ACORDO COM  A CORRENTE

FILOSÓFICA . ABAIXO VÃO  ALGUMAS FERRAMENTAS OU SEJA CONCEITOS QUE  QUANDO  A PESSOA TEM UMA DÚVIDA OPERACIONAL NA SUA VIDA  E-  CONHECE

O SIGNIFICADO DO CONCEITO ,- PODE USAR  ESTA FERRAMENTA PARA  AVALIAR 

COMO DECIDIR - E O SER HUMANO É  CONTINUAMENTE INSTADO A DECIDIR - UMA

SITUAÇÃO  DE VIDA  ESPECIFICA.

 

VERDADE

FELICIDADE

AMOR

HONESTIDADE

VIRTUDE

AMIZADE

AMOR FATI

JUSTIÇA

CORAGEM

BONDADE

TEMPO

ÉTICA

GOVERNANÇA

HUMILDADE

RACIONALISMO

EMPIRISMO

FILOSOFIA POLÍTICA

LINGUAGEM

O BEM E O MAL

PAI POETA

Três Filhos, Três gotas de orvalho

Três raios de sol

Na tempestade da existência

Três bolas de gude

No jogo dos deuses no parquinho [ da esquina ]

Três almas cadentes

Três meteoros rasgando

O  céu da sobrevivência.

 

Três filhos três gotas de orvalho

Três amores que perambulam pelo

Universo,

Três forças primárias da natureza

Três cérebros talhados pela

Magia de Gaia.

 

 

Três contas no Rosário da

Minha Prece,

Três alegrias saltitantes,

Três artilheiros no time

Da minha rua.''

 Pai Poeta de Brasília

Renan Lins Alves da Cunha

 

Brasília 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESTINO

Ó destino que me espera.

Ó destino que me alcança.

Seja brando e amigável,

seja franco e inabalável.

 

Ó destino ainda infante

estude bem minha alegoria.

Seja humilde no agouro,

seja farto na alegria.

 

Um amigo na penumbra.

Uma voz na escuridão.

Ó destino indefinido

seja pródigo no perdão.

 

Que a dor no coração seja finita.

Que a água no alforje seja, mais pura.

Ó destino que me alcança

seja humilde na tortura.

 

Ó destino indefinido

cresça forte mas astuto,

seja esperto senão rude,

seja repleto de brandura.

 

Ó destino dos mortais.

Ó destino tão voraz.

Seja pequeno na avareza

dos amores não frugais.

CUNHA, Renan. Pai Poeta. 2011, pág.165

 

====QUAL  SERIA  A  FERRAMENTA DE VIDA  DESTA POESIA?

BEM, ESSA POESIA  TEM CONEXÃO COM FILOSOFIA. NELA O AUTOR

DISCORRE SOBRE OS PEDIDOS QUE ELE GOSTARIA  QUE  O  SEU PRÓPRIO

DESTINO  ACATASSE.FICA  A MENSAGEM  FILOSÓFICA  DE QUE  QUALQUER

PESSOA  PODE  DIALOGAR  COM  SEU  DESTINO  FALANDO  PARA   O SEU

INTERIOR ,O QUE PODE  GERAR ENERGIA POSITIVA E  ATRAVÉS  DE AÇÕES

ESPECIFICAS  CONDUZIR  DE ALGUMA  FORMA   A  SUA  NARRATIVA DE VIDA.

 

POESIA: DESTINO

Todos procuram saber, tentar entender como poderá ser seu destino.
O destino parece ser um ser inanimado, presente perto de você.
Você gostaria de falar com ele, pedir algo de bom, entendê-lo,
fazer amizade com seu destino.

Que ele seja belo e amigo,
que ele estude minha alegoria. Neste caso, de uma vida, a alegoria
é onde esta vida está inserida: seu ambiente, sua relação com a
sociedade e com a natureza. “Estude bem minha alegoria...”, diz o poeta,
querendo, assim, que o destino não seja apressado, escolha minhas
oportunidades de maneira bem detalhada e inteligente.

“Um amigo na penumbra...”, o autor diz, se referindo à instabilidade da
vida humana, que vaga no planeta meio que numa penumbra, numa
situação de insegurança... O autor pede que sua água seja pura;
neste caso, fala da água física e também do alimento da alma, que
encontre coisas e pessoas boas na sua trajetória...

E, por fim, o autor aborda o amor e o destino humano e pede:
“Seja pródigo de amores, não frugais...”, isto é, me dê amores plenos,
grandes e apaixonantes!

 

Agora, um pequeno poema do grande poeta português Fernando Pessoa, para avaliarmos a conexão entre poesia e filosofia.

“Eu não sei senão amar-te,
Nasci para te querer.
Ó, quem me dera beijar-te
E beijar-te até morrer.”

Então, o poeta faz uma intensa declaração sobre sua vida.
Ele considera amar aquela pessoa como, talvez, a maior de suas tarefas. Falando em filosofia, trata-se da escolha de um caminho para o seu próprio destino, o que ele confirma no segundo verso: “Nasci pra te querer”.

Ora, nascer já é uma difícil tarefa da biologia humana, e viver tendo como primeira opção participar do amor Eros — tipicamente Eros — levanta uma reflexão sobre os outros dois tipos de amor: Philia e Ágape.

O poeta focaliza toda a sua energia no amor Eros. E, ainda, quando ele diz: “Beijar-te até morrer...”, nessa frase ele resume sua vida e sua ligação com aquele amor, pois ninguém consegue permanecer beijando outra pessoa sem uma conexão perfeita e total em todas as outras facetas da existência humana.