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Três Filhos

PAI POETA

Três Filhos, Três gotas de orvalho

Três raios de sol

Na tempestade da existência

Três bolas de gude

No jogo dos deuses no parquinho [ da esquina ]

Três almas cadentes

Três meteoros rasgando

O  céu da sobrevivência.

 

Três filhos três gotas de orvalho

Três amores que perambulam pelo

Universo,

Três forças primárias da natureza

Três cérebros talhados pela

Magia de Gaia.

 

 

Três contas no Rosário da

Minha Prece,

Três alegrias saltitantes,

Três artilheiros no time

Da minha rua.''

Pai Poeta de Brasília

Renan Lins Alves da Cunha

 

Brasília 2010

 

 

 

 

 

 

 

DESTINO

Ó destino que me espera.

Ó destino que me alcança.

Seja brando e amigável,

seja franco e inabalável.

 

Ó destino ainda infante

estude bem minha alegoria.

Seja humilde no agouro,

seja farto na alegria.

 

Um amigo na penumbra.

Uma voz na escuridão.

Ó destino indefinido

seja pródigo no perdão.

 

Que a dor no coração seja finita.

Que a água no alforje seja, mais pura.

Ó destino que me alcança

seja humilde na tortura.

 

Ó destino indefinido

cresça forte mas astuto,

seja esperto senão rude,

seja repleto de brandura.

 

Ó destino dos mortais.

Ó destino tão voraz.

Seja pequeno na avareza

dos amores não frugais.

CUNHA, Renan. Pai Poeta. 2011, pág.165

 

====QUAL  SERIA  A  FERRAMENTA DE VIDA  DESTA POESIA?

BEM, ESSA POESIA  TEM CONEXÃO COM FILOSOFIA. NELA O AUTOR

DISCORRE SOBRE OS PEDIDOS QUE ELE GOSTARIA  QUE  O  SEU PRÓPRIO

DESTINO  ACATASSE.FICA  A MENSAGEM  FILOSÓFICA  DE QUE  QUALQUER

PESSOA  PODE  DIALOGAR  COM  SEU  DESTINO  FALANDO  PARA   O SEU

INTERIOR ,O QUE PODE  GERAR ENERGIA POSITIVA E  ATRAVÉS  DE AÇÕES

ESPECIFICAS  CONDUZIR  DE ALGUMA  FORMA   A  SUA  NARRATIVA DE VIDA.

 

POESIA: DESTINO

Todos procuram saber, tentar entender como poderá ser seu destino.
O destino parece ser um ser inanimado, presente perto de você.
Você gostaria de falar com ele, pedir algo de bom, entendê-lo,
fazer amizade com seu destino.

Que ele seja belo e amigo,
que ele estude minha alegoria. Neste caso, de uma vida, a alegoria
é onde esta vida está inserida: seu ambiente, sua relação com a
sociedade e com a natureza. “Estude bem minha alegoria...”, diz o poeta,
querendo, assim, que o destino não seja apressado, escolha minhas
oportunidades de maneira bem detalhada e inteligente.

“Um amigo na penumbra...”, o autor diz, se referindo à instabilidade da
vida humana, que vaga no planeta meio que numa penumbra, numa
situação de insegurança... O autor pede que sua água seja pura;
neste caso, fala da água física e também do alimento da alma, que
encontre coisas e pessoas boas na sua trajetória...

E, por fim, o autor aborda o amor e o destino humano e pede:
“Seja pródigo de amores, não frugais...”, isto é, me dê amores plenos,
grandes e apaixonantes!